O direi­to bra­si­lei­ro valo­ri­za a boa-fé. Ela está pre­vis­ta em arti­gos legais de vári­os ramos do direi­to. Hoje pre­va­le­ce a ideia de boa-fé obje­ti­va: o que nós espe­ra­mos como padrão éti­co de com­por­ta­men­to. Ao invés de ana­li­sar­mos a inten­ção de uma pes­soa, veri­fi­ca­mos como ela se com­por­ta e nos per­gun­ta­mos: será que agiu de modo ético? 

O direi­to nor­te-ame­ri­ca­no tam­bém valo­ri­za quem age de boa-fé. A expres­são “agir de boa-fé” é empre­ga­da em diver­sos con­tex­tos de direi­to mate­ri­al e pro­ces­su­al, com des­ta­que para o direi­to empresarial. 

Nos Esta­dos Uni­dos exis­te esta ideia for­te de res­pei­tar a comu­ni­da­de e de cola­bo­rar para o desen­vol­vi­men­to do país. É natu­ral, por­tan­to, que a boa-fé seja trans­pos­ta para o direi­to e assu­ma um papel impor­tan­te nas cor­tes norte-americanas. 

Mas, afi­nal, como se diz “agir de boa-fé” em inglês?

To act in good faith pode ser usa­do como sinô­ni­mo de “agir de boa-fé”.

Segun­do o Rot­tens­tein Law Group:

The phra­se “good faith” refers to a requi­re­ment to act hones­tly and to keep one’s pro­mi­ses without taking unfair advan­ta­ge of others or hol­ding others to an impos­si­ble standard. 

A pala­vra “boa-fé” refe­re-se a uma obri­ga­ção de agir com hones­ti­da­de e a cum­prir as pro­mes­sas de alguém sem tirar pro­vei­to injus­to de outras pes­so­as ou exgir dos outros um padrão impossível.

 

Alguns Exem­plos:

Whis­tle-blowers who act in good faith must be protected.

Os infor­man­tes que agem de boa-fé devem ser protegidos.

 

If the poli­ce act in good faith based upon a war­rant that was issu­ed, the fruits of the sear­ch may be considered.

Se a polí­cia agir de boa-fé base­a­da em um man­da­do que foi expe­di­do, o pro­du­to da bus­ca pode ser considerado.

 

We will act in good faith and without taking advan­ta­ge of unfair or doubt­ful circumstances.

Nós agi­re­mos de boa-fé e sem tirar van­ta­gem de cir­cuns­tân­ci­as injus­tas ou duvidosas.

 

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Sobre Igor Pereira

Dou­to­ran­do e Mes­tre em Direi­to pela Uni­ver­si­da­de do Esta­do do Rio de Janei­ro (UERJ). Estu­da Wri­ting na Uni­ver­si­da­de da Cali­fór­nia — Ber­ke­ley. Já leci­o­nou na UERJ, UFRJ, FGV e em outras uni­ver­si­da­des. É o líder da Clí­ni­ca DDP — Direi­tos Huma­nos, Des­cons­tru­ção e Poder Judi­ciá­rio, com atu­a­ção no Supre­mo Tri­bu­nal Fede­ral. Autor de diver­sos livros e arti­gos jurí­di­cos. Gos­ta do prag­ma­tis­mo nor­te-ame­ri­ca­no, mas sem dis­pen­sar o bom gos­to parisiense.

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