O Direi­to Ambi­en­tal mudou. A lei 13.501, de 30 de outu­bro de 2017, alte­rou o art. 2º, da Polí­ti­ca Naci­o­nal de Recur­sos Hídri­cos — Lei 9.433/97.

Ela inse­riu o apro­vei­ta­men­to de águas plu­vi­as como um dos obje­ti­vos des­sa polí­ti­ca públi­ca:

Art. 2º São obje­ti­vos da Polí­ti­ca Naci­o­nal de Recur­sos Hídri­cos:

I — asse­gu­rar à atu­al e às futu­ras gera­ções a neces­sá­ria dis­po­ni­bi­li­da­de de água, em padrões de qua­li­da­de ade­qua­dos aos res­pec­ti­vos usos;

II — a uti­li­za­ção raci­o­nal e inte­gra­da dos recur­sos hídri­cos, incluin­do o trans­por­te aqua­viá­rio, com vis­tas ao desen­vol­vi­men­to sus­ten­tá­vel;

III — a pre­ven­ção e a defe­sa con­tra even­tos hidro­ló­gi­cos crí­ti­cos de ori­gem natu­ral ou decor­ren­tes do uso ina­de­qua­do dos recur­sos natu­rais.

IV — incen­ti­var e pro­mo­ver a cap­ta­ção, a pre­ser­va­ção e o apro­vei­ta­men­to de águas plu­vi­ais.

Segun­do o Wiki­pe­dia:

Água plu­vi­al é a água pro­vin­da das chu­vas, que é cole­ta­da pelos sis­te­mas urba­nos de sane­a­men­to bási­co nas cha­ma­das gale­ri­as de águas plu­vi­ais ou esgo­tos plu­vi­ais e que pode ter tubu­la­ções pró­pri­as (sen­do cha­ma­do, nes­te caso, de sis­te­ma sepa­ra­dor abso­lu­to, sen­do pos­te­ri­or­men­te lan­ça­das nos cur­sos d’água, lagos, lago­as, baías ou no mar).

O apro­vei­ta­men­to da água plu­vi­al é impor­tan­te para a pre­ser­va­ção do meio-ambi­en­te e da vida huma­na. Pes­qui­sa bra­si­lei­ra defen­de o poten­ci­al da eco­no­mia de água potá­vel pelo uso de água plu­vi­al, para com­ba­ter a escas­sez de água na Ama­zo­nia Oci­den­tal do Bra­sil. Segun­do Mar­ga­ri­ta Mar­chet­to:

a dis­po­ni­bi­li­da­de de água está dimi­nuin­do rapi­da­men­te devi­do à degra­da­ção dos recur­sos hídri­cos e ao aumen­to da popu­la­ção. Des­sa for­ma, ape­sar da abun­dân­cia hídri­ca, a Amazô­nia Oci­den­tal pode futu­ra­men­te enfren­tar pro­ble­mas caso não haja um pro­gra­ma do Gover­no para pro­mo­ver a con­ser­va­ção da água.

Sobre Igor Pereira

Dou­to­ran­do e Mes­tre em Direi­to pela Uni­ver­si­da­de do Esta­do do Rio de Janei­ro (UERJ). Estu­da Wri­ting na Uni­ver­si­da­de da Cali­fór­nia — Ber­ke­ley. Já leci­o­nou na UERJ, UFRJ, FGV e em outras uni­ver­si­da­des. É o líder da Clí­ni­ca DDP — Direi­tos Huma­nos, Des­cons­tru­ção e Poder Judi­ciá­rio, com atu­a­ção no Supre­mo Tri­bu­nal Fede­ral. Autor de diver­sos livros e arti­gos jurí­di­cos. Gos­ta do prag­ma­tis­mo nor­te-ame­ri­ca­no, mas sem dis­pen­sar o bom gos­to pari­si­en­se.

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